Palavras do Sacerdote

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Vinde, Espirito Santo PDF Imprimir E-mail
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Cinquenta dias após a Páscoa, a Igreja se debruça sobre o mistério da festa de Pentecostes, atualizando e apontando para uma das mais profundas experiências do cristianismo. O envio do Paráclito, do Espírito da Verdade, que anima a vida da Igreja e de cada discípulo em particular.

A ação do Espírito Santo é fundamental para a vida e missão da Igreja. É por sua ação e presença que somos conduzidos à proclamação do senhorio de Jesus em nossa vida. Por meio do Espírito, somos inflamados e impulsionados à vida missionária, ao anúncio sempre crescente e coerente de Jesus, do Pai e do seu Reino definitivo de amor, justiça, solidariedade, paz e unidade. É o Espírito que nos torna missionários do Pai. O Espírito Santo é gerador de Unidade! Sem ele, falamos muitas línguas, mas não nos entendemos, sem ele a vida é uma constante Babel. Sua presença, entretanto, traz entendimento e unidade entre as diferentes línguas. Por sua ação, Cristo pôde ser anunciado na língua de cada povo, e todas elas reunidas na linguagem do amor de Deus.

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Ascenção do Senhor PDF Imprimir E-mail
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Após a ressurreição, Cristo manifestou-se diversas vezes aos discípulos, até o dia em que, à vista deles, elevou-se ao céu. Estava terminada a obra de salvação, e então, Ele podia partir deste mundo e se sentar à direita do Pai. Sendo o Mediador entre Deus e os homens, sua ascensão não significou deixar a humanidade entregue à própria sorte. Ele nos precede na pátria celeste. Nele, nossa natureza humana já foi introduzida na glória. A Ascensão de Cristo é nossa vitória. Dá-nos esperança de que, junto com Ele, estaremos na mesma glória. Como membros do seu Corpo, deveremos estar unidos lá onde já está Aquele que é nossa Cabeça.

A solenidade da Ascensão de Jesus faz parte das celebrações pascais que atualizam a vida de Jesus. Não a celebramos simplesmente para demonstrar admiração ou espanto diante de um possível fato maravilhoso. A Ascensão concretiza a etapa final da revelação do plano de amor de Deus, em favor do homem. A um ato salvífica de Deus, que integra a Páscoa definitiva da humanidade em Cristo, iniciada com a anunciação do anjo a Maria.

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Sem sofrimento? PDF Imprimir E-mail
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Uma vida sem sofrimento é o desejo geral do ser humano. Mas, só pelo fato de sermos criaturas de Deus nos reportamos a Ele para encontrar, com sua ajuda, plena realização. Não somos deuses para tirar todo limite que nos incomoda. Mas no Criador encontramos respaldo suficiente para encontrarmos a fonte de realização plena. Enquanto não entrarmos nesse verdadeiro segredo da vida, labutamos sem percebermos o porquê de tantos limites que nos causam insatisfação.

Em Cristo encontramos o significado do sofrimento para que este se torne instrumento de superação de nossos limites. A doação de si causa alívio da dor ao outro. Somente superamos o nosso próprio sofrimento no amor. A oblatividade pessoal em benefício do outro é um verdadeiro trampolim para superarmos nossos limites e irrealização. A felicidade não se encontra puramente no ter prazeres e bem estar momentâneos. O ideal da vida do amor humano, perpassado pelo divino, faz-nos atingir um objetivo maior de vida. Este leva-nos a superar a dor advinda do sacrifício de si. Viver no maior conforto sensível sem a busca de um objetivo elevado não realiza plenamente o ser humano.

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Viva o trabalhador!
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Jesus foi um trabalhador manual. Trabalho não é castigo e muito menos mercadoria e mero instrumento de produção e de lucro. A dignidade de todo trabalho esta na pessoa humana que o realiza “O trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho” (João Paulo II). O trabalhador é alguém co-criador com Deus e com seu reino, e construtor da comunidade. O trabalho é um “bem digno” e nunca pode servir de opressão, escravização e exploração das pessoas, porque dignifica o trabalhador, edifica a família, constrói a sociedade, transforma a nação. Portanto, o trabalho é algo positivo, criador, educativo e meritório.

É preciso defender a prioridade do trabalho sobre o capital. O centro de uma empresa é o trabalhador. O capital é o fruto do trabalho e subordinado ao trabalhador. Por isso o trabalho é a chave central de toda a questão social. A técnica, o lucro, a globalização não podem ser adversários do homem, porque o “sujeito” do trabalho é a pessoa humana. Sem esta defesa do primado da pessoa humana sobre o capital, teremos sempre exploração, escravismo e manipulação de pessoas e de vidas humanas.

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Fé: dom de Deus e sentido para a vida PDF Imprimir E-mail
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Que o próprio Deus nos ajude a crescermos na fé e no amor a Cristo

Lembrando que desde o mês de outubro passado estamos vivendo e devemos celebrar o Ano da Fé, acredito ser importante uma rápida contextualização da realidade do nosso tempo. Podemos destacar que vivemos em um período severamente marcado pelo secularismo, pelo individualismo e pelo relativismo que, consequentemente, conduzem o ser humano a uma vivência superficial, a uma vida sem objetivos claros e definidos do que se quer e de onde se pretende chegar – uma ‘crise de fé’. Considerando tudo isso, fica evidente a necessidade da redescoberta do poder transformador que a fé exerce sobre a vida. Sobretudo, quando descobrimos que Deus é amor e que pela Encarnação, seu Filho Jesus se entregou numa cruz para nos salvar, fez-se próximo a nós.

Em uma de suas reflexões, ainda no século IV, escreveu São Basílio Magno: “A bondade de Deus não nos abandonou. Nem mesmo pela estupidez com que nós desprezamos os Seus dons, conseguimos destruir Seu amor em nós. Embora desdenhássemos nosso benfeitor, nosso Senhor Jesus Cristo, fomos libertos da morte e chamados de novo à vida por nosso Senhor Jesus Cristo. Maior motivo ainda de admiração por tanta bondade vem de que: Sendo ele de condição divina não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo assumindo a forma de escravo. [...] O que, então, retribuiremos ao Senhor por tudo quanto nos deu? Ele é tão bom que não cobra remuneração, mas se satisfaz com ser amado em vista de seus dons” (São Basílio Magno).

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A pecadora perdoada PDF Imprimir E-mail
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A experiência do perdão que reconstrói a pessoa humana

Caros leitores convido-os, nestas páginas, a fazermos um olhar “humano” para os textos bíblicos. Procurando, com um pouco de imaginação, nos colocar diante de algum personagem do Evangelho, colhendo alguns elementos de sua humanidade. Quem era esta pessoa? Como vivia? Que sofrimentos traziam consigo? Como o encontro com o Senhor mudou a sua vida? Isto nos ajudará a perceber como o encontro com o Senhor pode também mudar a nossa vida e trazer plenitude à nossa humanidade. Tornar-nos mais verdadeiramente humanos.

Iniciamos com um texto muito conhecido que é a passagem da "pecadora arrependida" (Lc 7, 39-50). O texto do Evangelho não identifica quem é esta mulher pecadora. Simplesmente diz que ela era “uma pecadora daquela cidade”. Ela, em algum momento da sua historia cometeu erros graves. Podemos supor que ela seja Judia, educada nas tradições de Israel e que, portanto, conhecia a história e os costumes do seu povo. Isto torna o fato do "ser pecador" ainda mais dramático, já que a Lei Judaica era muito rígida.

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Jesus, eu confio em Vós
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A Divina Misericórdia como caminho de vivência da fé

Em outubro do ano passado o Papa Bento XVI proclamou a abertura do Ano da Fé através da Carta Apostólica Porta Fidei, traduzindo para o nosso idioma, "Porta da Fé". Mas, por que o Papa utilizou a imagem de uma "porta" ao falar da "fé"? A imagem da porta é uma expressão simbólica cheia de significado. A porta representa o início de um caminho de fé, que começa no momento em que a atravessamos em direção a uma comunhão transformante com Deus. A porta é o sacramento do batismo.

Este sacramento que nos torna membros do povo de Deus, ao longo de nossas vidas vai ganhando significado e força. Na medida em que o coração se deixa tocar pela Palavra de Deus, somos divinizados, ou seja, cada vez mais configurados à Cristo mediante a graça divina.

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Festa da Misericórdia PDF Imprimir E-mail
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Vamos compreender a sua essência

No ano de 1931, pela primeira vez Nosso Senhor falou sobre a instituição da Festa da Misericórdia à Santa Faustina - na mesma ocasião em que pediu que fosse pintada a Imagem da Misericórdia: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse Domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário de Sta. Faustina, 49).

Por que no domingo após a Páscoa?

Entre todas as formas de Devoção à Divina Misericórdia - reveladas por Jesus à Santa Faustina - a Festa da Misericórdia merece uma observação mais atenta da nossa parte. No Diário o tema aparece em 37 números.

A escolha do primeiro domingo depois da Páscoa para se celebrar a Festa da Misericórdia tem um amplo sentido teológico. Mostra a estreita união que existe entre o mistério Pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. Esta união é ainda sublinhada pela Novena à Divina Misericórdia, com o Terço da Misericórdia, começando na sexta-feira Santa.

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