A dificuldade para defender a Vida

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A dificuldade para defender a Vida
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Acompanhe o testemunho de uma pessoa que luta diariamente para tentar fazer com que mulheres que pretendem abortar mudem de ideia

Recebi recentemente 2 casos:  Joaquina e Clotilde. Clotilde não atende o telefone. Nem sei como é o som da voz dela. E a Joaquina atendeu na primeira vez, marcou, cancelou e não atende mais.

Hoje a Catiucia pediu que eu também tentasse contato com outra gestante: Romilda - caso passado pela Fabricia do Paraná, pois a gestante não atendia mais os telefonemas da Catiucia. Liguei e ela foi muito agressiva, dizendo que nadado que nós falássemos iria a fazer mudar de ideia. Tentei acalmá-la e perguntei a idade dela: 33 anos. E eu perguntei se ela aceitava se encontrar comigo para saber o que é o aborto, do que se trata e ela disse que sabia exatamente do que se tratava e que ia fazer.

E eu então perguntei: você vai matar seu filho? E ela disse: eu vou matar meu filho. Estou decidida.  Essa ajuda que a senhora está me oferecendo eu estou recebendo propostas de várias pessoas mas eu não quero.  Ela desligou. Liguei de outro número e perguntei: você não tem medo de morrer, já que esta com 5 meses e com 33 anos e vai procurar a cirurgia para matar um filho? E ela disse: não to nem aí. E desligou.

O que há de comum nos casos: o contato inicial.  (A Romilda , a Clotilde e a Joaquina sabiam antes de eu ligar para elas, que não se tratava de aborto). Em todos os casos, houve uma previa de que o atendimento não se tratava de aborto. Teve um momento que a Romilda disse: se eu soubesse que o serviço de vocês era pra isso eu não teria contactado. Óbvio. Essa é nossa intenção. Que as  mulheres em tentação de aborto, possam ao menos conhecer  do que se trata o aborto e torcemos para que desista.

Mas vejo que os corações de hoje em dia estão muito endurecidos. Se pegamos apenas, no contato inicial, o nome, o estado, o bairro e telefone de contato e não falamos nada e tentamos um encontro pessoalmente para falarmos cara a cara, sem mentiras, mesmo assim ainda há casos de endurecimento de coração e o caso acaba em aborto.

Imagine se no contato inicial alertamos que não se trata de aborto? Elas desaparecem.

Eu penso que o atendimento inicial deve ser o de falar o minimo possivel, pegar apenas o essencial e passar para os providas do estado.  Sendo assim, há alguma possibilidade delas nos ouvirem pessoalmente, verem as fotos etc...

De todas as formas esta pastoral é muito arriscada e dificil. Digo até angustiante.

Hoje meu filho de 11 anos ouviu o telefonema para Romida e quando eu desliguei ele perguntou: e aí, mãe? Ela vai matar o filho? E eu falei: vamos rezar para ela amolecer o coração.

Ainda não há uma receita pronta de bolo de aconselhamento provida. Recebi um treinamento da Margarida, ano passado, mas vejo como cada caso é um caso, e cada gestante reage de um jeito.

E paralelo a isso está o distanciamento de Deus. Essas gestantes estao cada vez mais "casca grossa". Não nos ouvem, não querem nem saber. E pensar que desprezaram tanto a Deus.

Depois destes 3 casos em que me senti náufraga, só mesmo vivendo a confiança em Deus para que continuemos nesta causa.

Eu sei que vale a pena. Mas não sei como mudar este cenário.


obs: os nomes reais das pessoas envolvidas foram substituidos por nomes fictícios

 
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